quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Se você acredita...

Eu sempre acreditei em Deus, sempre recorri a Ele. Mas ao longo dos anos, diante de fatos inevitáveis, a minha forma de acreditar mudou.

Sinceramente, não acredito em um Deus que condene, não acredito no Deus que se vingue pelos oprimidos, não acredito no Deus que julgue as pessoas pela roupa, pelas escolhas, pelas diferenças. Não acredito no Deus da mágoa, do rancor, do ódio, no Deus que não aceita argumentos.

Não, pra mim Deus é força, Deus é fé, Deus é crença. Deus é uma energia muito forte de boas vibrações, pra mim Deus é como o vento que está em todo lugar o tempo todo. Deus é o amor incondicional, o perdão sem julgamentos, a prática do bem e dos bons pensamentos e desejos. Deus é todo aquele que faz bem, que almeja o bem como uma condição universal. O Deus que eu acredito é incapaz de castigar ou fazer qualquer tipo de mal.

Faz bem acreditar em Deus. Faz bem acreditar que a vida continua em outros planos e aspectos. Faz bem acreditar em reencontros com pessoas que tanto amamos e desejamos poder estar com elas mais uma vez. Me faz bem acreditar.

O Deus que eu acredito jamais mandaria alguém para o inferno, por conta de uma tatuagem, de brincos nas orelhas e piercing no umbigo. Não! Deus não tem tempo pra isso, o que importa para o Deus que eu acredito é, principalmente, o respeito mútuo entre os seres humanos.

Vanessa Mayane Melo Valente

quinta-feira, 31 de março de 2011

"Indagação" do dia:


E ai, eu fiquei pensando... como os valores morais andam distorcidos, hoje as pessoas para suprir o ego precisam de dinheiro, a pessoa é julgada pelo o que ela tem e não pelo que ela é. Com dinheiro pode-se conquistar tanta coisa... inclusive a almejada independência financeira. Mas ai eu me pergunto, será que vale a pena? Perder sonhos, sorrisos, sentimentos, carinhos e tudo que se encaixa dentro do conceito de simplicidade, só para aparecer pros outros, com a necessidade de ser julgado pelos bens materiais? Vale a pena? Vale a pena ter a bolsa mais cara e o amor mais pobre? Pra mim não vale, pq quando morre um ser humano ele fede tanto quanto qualquer outro que já morreu. Fede, fede mesmo, apodrece igual, seja rico, pobre, milionário ou miserável, vai morrer e feder igualzinho, não entendo a dificuldade das pessoas entenderem isso, é fato. E o q fica? O q fica são os sentimentos que a pessoa soube ou não cultivar. A saudade que ela irá ou não deixar. A diferença que sua presença fazia quando estava vivo. Ser querido por alguém é facil, basta agradar. Mas ai o sentimento não brotou, foi imposto por uma condição que as pessoas teimam em estabelecer, a fase "neonatal" da futilidade humana: agradar para ser aceito. Embora sejam belas, a diferença está nos túmulos, é mto fácil reconhecer as flores artificiais que o dinheiro pode comprar... Ser feliz sem ser alegre não vale a pena. Não vale mesmo. A paz de espírito é impagável, não há dinheiro no mundo, que compre, muito menos depois que morre. Entende? Eu ainda acredito que ser é melhor do que ter, pq ter é inseguro... é instável, o "ser" nasce e morre com vc. A vida é efêmera, e deve ser vivida com intensidade e prazer, é o único bem que iguala todos os seres vivos. Quando se perde a vida, e/ou o sentido da vida. Se perde tudo que tem. E aí, eu fiquei pensando...


Vanessa Mayane

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Colação de Grau em Jornalismo - Discurso da Oratória escrito por mim.














"Em nome de nosso Magnífico Reitor, cumprimento as demais autoridades da mesa e professores. Queridos pais, familiares, amigos, senhoras e senhores aqui presentes: Boa noite.

Neste dia tão importante para todos nós, primeiramente, gostaria de agradecer aos meus colegas a confiança depositada em mim, para proferir algumas palavras que possam expressar o pensamento da turma e servir de reflexão no início desta nova caminhada.

Sonhar é inerente ao ser humano, assim como há necessidade de respirar para estar vivo, é necessário alimentar a alma com sonhos. E o que nos faz merecer a realização de um sonho é justamente a intensidade com que se deseja tornar aquilo real. É preciso ser persistente em tudo aquilo que se almeja para construir uma vida, é preciso acreditar e enxergar as possibilidades, perdendo o medo dos riscos. Dificuldade não é, e nunca será sinônimo de impossível.

Hoje, nós teríamos inúmeras razões para justificar a concretização deste momento, desta conquista, mas, os motivos são variáveis e individuais, não convém citá-los aqui. O que convém, é expor a força de vontade, a garra, a insistência de cada um em cumprir os anos de universidade com tamanha determinação. É mais um ciclo que se encerra em nossas vidas, e o fim é apenas uma insinuação do recomeço, sempre há uma nova fase. A partir de hoje, continuaremos determinados e não iremos fraquejar, continuaremos acreditando que somos capazes e que podemos ir muito além do que almejamos, basta querer, acreditar e seguir em frente.

A vida é feita de realizações, da incessante busca pela felicidade.

No início, estávamos eloqüentes, entusiasmados, empolgados com o universo novo que passaríamos a freqüentar e a adaptar novas rotinas. Tanto para aprender, tanto para ensinar, que o tempo passou, e talvez algum dia a gente ache que não foi suficiente, por isso é que é preciso viver o máximo, viver ao extremo, viver intensamente o calor das emoções humanas, aprendendo a conhecer as pessoas e respeitá-las, sendo capaz de estreitar laços de amizade, aceitando uns aos outros exatamente como são. Isso se chama empatia, a capac
idade de compreender os sentimentos e as reações de outras pessoas, colocando-se no lugar delas. Só assim é possível estabelecer a prática impagável do respeito mútuo e ganhar o presente mais sábio que já inventaram: a amizade.

Amigos logo se reconhecem.

Parece até ironia do destino, mas hoje, nós estamos aqui morrendo de vontade de receber o Diploma de Jornalista, que está bem ali nos aguardando. Aquele que perdeu a exigência, bem no meio do caminho. Do nosso caminho de estudantes de Jornalismo. Com certeza, posso afirmar que todos nós, por algum momento no meio da caminhada, perdemos o ânimo ou duvidamos do futuro como jornalistas... Mas desânimo é uma coisa que dá e passa! Se hoje estamos aqui é porque acreditamos em nós e no Jornalismo, e fomos capazes de ir até o fim. Realizar é uma delícia, ser o realizador é melhor ainda, e é isso que somos, realizadores oficiais dos nossos sonhos e não podíamos deixar que um retrocesso do Governo atrapalhasse ou inibisse nossa vontade. Não é isso que poderia derrubar ou calar um jornalista.

Jornalismo, sem dúvidas, exige doses generosas de ceticismo e paixão.

Muitas vezes é preciso passar por provações para solidificarmos mais ainda as nossas certezas, os nossos rumos. O certo é que naquele instante que surge o impasse, o fazer valer à pena grita muito mais alto, a teimosia em querer aquilo é muito maior, não há impulso que mude isso. As tentações surgem facilmente, as tentações são, quase que, irresistíveis. Mas, quando se acredita muito em algo, em algo que você se propôs, suas razões e sua teimosia se tornam incontroláveis.

Indescritível o prazer de continuar no curso, de querer continuar.


A paixão só perdura se aquilo for diariamente apaixonante, surpreendente, arrebatador.

O ser humano precisa aprender a se apaixonar todos os dias por aquilo que ele é, que possui e que faz. Aprender a enxergar e descobrir coisas novas naquilo que lhe é comum. O comum propicia a comodidade, e a comodidade impede as pessoas de acreditarem em algo novo, em mudança. Isso é difícil sim, e por isso é mais gostoso e convenhamos, tem mais valor.

Não espere perder para aprender a valorizar, isso é velho mas continua valendo. O tarde demais é triste, mas existe. E capacidade é um dom insuperável que todo ser humano possui. Não há vítimas, nem fracos no palco da vida, todos são igualmente capazes, sentir pena ou lamentar demais é diminuir esta capacidade. Cada pessoa deve montar seu cenário e escolher como quer agir. Você só alcança aquilo que tiver disposto a buscar. Nem mais, nem menos.

O mérito é inestimável.

Nós merecemos estar aqui hoje, e as pessoas que vieram nos prestigiar, devem se sentir orgulhosas. São pessoas que apoiaram, que contribuíram e que estão sempre ao nosso lado. Nós estamos muito felizes hoje, este momento é muito importante para nós e a presença de cada um aqui significa muito. É com orgulho que sairemos hoje daqui com o diploma de Jornalista nas mãos. Tenham certeza que a felicidade que estamos sentindo é inefável, não pode ser expressa verbalmente. É uma felicidade que contagia, que transborda. Gostaríamos que todos soubessem o quanto estamos felizes.

Hoje, nos orgulhamos de nós mesmos e sabemos que há algo bom reservado, sei que, saberemos buscar e encontrar o que nos aguarda. Se chegamos até aqui, poderemos ir muito mais longe, obter muitas outras conquistas. Cada um sabe de si, cada um sabe do que é capaz. O Jornalismo nos merece, porque nós acreditamos nele. E ninguém pode subestimar este mérito.

Recomeçar, humildade, otimismo, honestidade, solidariedade, fé e sabedoria. São alguns conceitos que não devem ser deixados de lado em nenhum momento, são valores que contribuem e aumentam a força de quem quer muito, de quem deseja forte e de quem sabe, ou tenta, encarar as diversas situações em que a vida nos coloca. È certo que às vezes não se pode evitar a dor, as decepções e frustrações, mas isso faz bem e nos ajuda a crescer, porque o sofrimento será sempre opcional, somos nós que decidimos o quanto e até quando sofrer. Não há como fugir dos problemas, mas sempre há uma ma
neira de contorná-los, de extrair o que há de bom, de filtrar lições que somente a vida é capaz de ensinar. Razões que o tempo se dispõe a mostrar.

Colegas, que estes valores estejam para sempre impregnados em nós. Que a coragem seja nosso escudo e que o medo e a insegurança sejam superados pela sabedoria de entender o que está ao nosso alcance, da melhor forma possível.

Sejam simpáticos, sorriam para o medo, ele merece respeito, mas nem sempre é o limite.

Armem-se de palavras, abusem do diálogo, será sempre o melhor caminho. As palavras são meios implacáveis. Elas são fortes, extremamente fortes, às vezes até com resultados irreversíveis. Mas nada, que a humildade e o tempo não amenizem. Palavras podem magoar, por tanto que o dom da expressão se manifeste e que as palavras não se atirem, mas se conduzam. Que sejamos afáveis com as palavras. E que, da mesma forma sejamos fortes para suportar tal peso.

As pessoas custam entender que neste mundo é cada um por si, mas que isso não significa egocentrismo ou egoísmo. O amor próprio, quando é verdadeiro, é sublime e soberano, se estende e permite que o amor ao próximo seja possível e se manifeste da mesma maneira. Talvez a felicidade plena seja inalcançável, mas a busca é perpétua. Estamos sempre buscando mais, estamos sempre á procura de algo que nos satisfaça e que complemente o que já temos. O que interessa é que cada um é caçador de si, caçador da sua própria felicidade, cada ser humano é capaz de definir o que lhe faz feliz. Então, não percam tempo,
aproveitem as oportunidades... O tempo que temos para ser feliz chama-se presente, chama-se vida e acontece agora.

Para concluir, gostaria de pedir que dêem sempre o melhor de si, sejam os melhores no que quer que façam. Dediquem-se, não deixem a vida passar por passar. A vida é grandiosa demais para ser vivida sem amor, sem paixão, sem fé. Se você ama e acredita, corra atrás, com certeza há pessoas na sua torcida, sempre haverá pessoas torcendo e acreditando em você, afinal o que se leva da vida, são as conquistas não-materiais, e mais nada.

Dediquem-se a conquistar o carinho, admiração e o respeito das pessoas e com certeza serão dignos das mesmas honras... Afinal a lei do retorno é infalível. Pratiquem a justiça!


Hoje concluímos mais uma etapa de nossas vidas, mas não deixem que esta cerimônia de formatura represente uma despedida, um fim, um adeus. Não! Que tudo que estamos vivendo, hoje, seja a reafirmação do alto grau do nosso comprometimento com nós mesmos e com a sociedade. Por todo o aprendizado, por todas as pessoas, pelas belas amizades, por cada precioso momento, com toda certeza do mundo, eu posso afirmar que estes quatro anos de faculdade, que se passaram, são inesquecíveis e estarão para sempre em nossas memórias.

Agora é cabeça erguida, sorriso de ponta - à - ponta e tomar posse do que é nosso, do que é muito nosso, diga-se de passagem!

Que Deus abençoe nossos caminhos e que nosso sucesso seja inevitável!
Muito Obrigada!"



Vanessa Mayane Melo Valente

domingo, 17 de outubro de 2010

Há tanta vida

Eu sou aquela pessoa que tenta expor a alma, mas de cara lavada. Sou metade bobeira e metade seriedade. Não suporto risos previsíveis, nem choros piedosos. Carrego na alma os mistérios insondáveis de uma criança, e ao mesmo tempo, tento exercitar a paciência e a tolerância, que só um idoso saberia explicar. Não tenho pressa, nem desespero, não sei se vou chegar aonde quero, mas sei que vou chegar a algum lugar. Prezo o silêncio, admiro a solidão. Mas sei me juntar imediatamente aos gritos calorosos de uma multidão e me entregar aos desejos irresistíveis de um amor, do meu amor.

Não sou nada normal, muita coisa me aflige, sou diferente e igual. Quero fugir, ficar bem longe de tudo que não seja, basicamente, real. Não suporto mentiras. Prefiro a verdade, por mais dolorosa que seja. Não há nada que não seja superável. Sentir pena é reduzir a capacidade de superação. E, é exatamente neste ponto que compreendo que a normalidade é sutilmente uma ilusão. Tão lúdica quanto a falsidade, a ganância, a soberba e o excesso. Prefiro não dividir espaço com meios termos, e vou sempre acreditar que meia verdade é uma mentira inteira e que levantar o tom de voz é facilmente irracional.

Mas, é assim que percebo o quanto há vida em mim, que existem muitas vidas ao meu redor, que cada pessoa é um mundo, que o respeito mútuo é uma prática de equilíbrio e não se pode viver sem equilíbrio e limites, que o amor é simplesmente um sentimento subliminar. E por fim, que viver de verdade está muito além da minha mera existência neste mundo e existir é uma troca de vivências. Há tanto a se aprender, e tão pouco tempo para descobrir tudo que é preciso... Que, só não se pode morrer, sem ter aprendido ou ensinado alguma coisa.

Vanessa Mayane Melo Valente

Goiânia, 17 de outubro de 2010

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Então reflita

"É preciso estar distraído e não esperando absolutamente nada. Não há nada a ser esperado. Nem desesperado."

(C. Fernando Abreu - Escritor)


Só para atualizar... Até breve!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O amor... (repetidas vezes)¹


O amor... (repetidas vezes)²


Alguma vez tentaram te explicar o que é amor? O que é amor afinal? Como se ama? Como saber se é amado? Amor por quanto e até quando? Quantos tipos de amor existem e quantas vezes se ama na vida? Inquietação...

Ninguém consegue definir com precisão que diabos de sentimento é esse, até porque, cada um ama de um jeito. Não adianta querer entender, você sempre vai equivocar-se em relação ao amor em algum momento.

Uma coisa é certa, é muito, mas muito fácil confundir o amor. Na verdade, o amor é uma grande confusão. O amor é a espera, o silêncio, a paciência... É a dúvida, o medo e a insegurança. O amor é tudo aquilo que normalmente deixa o ser humano desarmado. Diante do amor o homem não é nada. Não é o homem que sente o amor, é o amor que sente o homem.

Acabam-se as forças, vão-se os conceitos, desacelera a teimosia. O amor definitivamente chega pra mudar quem você é. Pelo menos enquanto estiver cego. O amor é catarata que cobre a visão. O amor é insano. Existem coisas que você só faz quando ama...

Mas, uma vez eu ouvi que amor de verdade é para sempre. Acreditei logo de cara, achei lindo. Porém, sempre soube que não existe para sempre. Já isto, nem é tão lindo assim. Então, se não existe o “para sempre”, o amor nunca será de verdade? É isso? Ah, que embaraço o amor me causa. Porque um dia tudo acaba, a única certeza é de que existe um fim e só não termina o que nunca começa. Às vezes penso que o amor é apenas o começo, toda vida começa com amor, mesmo que muitas se percam durante o caminho. O amor é um início.

Eu acreditei que o amor não passa de um estado, quase que uma patologia, seja crônica ou não. É, acreditei nisto. O amor é inerente ao ser humano. Mas alguns apresentam uma imunidade maior. São mais resistentes, ou acham que são. Muitos amam e nem sabem que amam, e melhor, são amados bem do jeito que são, e nem se quer são gratos por tamanho privilégio.

Alguns se negam a aceitar, não admitem, não assumem, são fortes demais para amar. Esses sofrem. Sofrem porque é bem isso que o amor quer: provocar! Provocar o que muitos chamam de covardia. Mas, a maioria prefere chamar de coragem. O amor se contradiz. O amor é o pai da contradição. O amor é um teste, uma prova, que não há ninguém te julgando, além de você mesmo. A nota para o seu amor é você quem dá.

O amor me deixa sem palavras. Aliás, amor é faculdade sem fundamentos teóricos. Ou você aprende na prática ou não vai saber nem dizer que uma vez ou outra, amou de verdade. O amor é um incômodo. O amor é como cócega, te faz sorrir feito bobo, mas sentir sempre causa certa fadiga. O amor é uma lição, quem sai vivo, sai mais forte e sabe sobreviver. O amor é desapegado, mas amar é apegar-se ao extremo.

Não existe prova de amor, não espere isso de ninguém, nesta espera há um erro que muda todo o contexto bonito que inventaram pro amor. Qualquer um é capaz de amar, o direito de amar é livre. Por isto, não faça do amor um sinônimo de exigência. Não coloque a culpa do amor que sente em ninguém, se você ama a culpa é sua, se é amado, a culpa é sua também. Se é que existe algum tipo de culpa. Amar não é uma desculpa. Amar é se conhecer e ser responsável por si mesmo. Só assim, se pode chegar aos outros.

Eu não sei do que estou falando. Eu não tenho certeza de nada. Não acredite em nada do que eu disse a respeito do amor. Ou acredite se quiser. Concorde ou não comigo. Ame se quiser. O amor é um risco, estar vivo é um risco. Como garantir o que pode ou não acontecer? Felizmente, nós não sabemos. O ser humano preza e necessita de riscos pra se sentir vivo, e quando ama, ou acha que ama, mais do que nunca a vida lhe parece muito mais viva, literalmente. Permita que a experiência do amor se manifeste em você, do seu modo, você não deve satisfações á ninguém. Mas permita-se ao amor. Repetidas vezes se quiser e puder. O amor é o que o tempo mais precisa para aquietar tudo aquilo que lhe inquieta. O amor...

Vanessa Mayane Melo Valente

Goiânia, 08 de abril de 2010.


Depois de um bom tempo sem produzir, hoje eu parei para escrever. Escrevi nada com nada... e nada está escrito ai.

Beijos e até a próxima parada! Comentem, por favor. ;)


quarta-feira, 3 de março de 2010

... quase sem querer!

Quase

Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga,
quem quase passou ainda estuda,
quem quase morreu está vivo,
quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.

Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.


P/s: Autoria que "quase" foi do Luis Fernando Veríssimo... mas que pertence de verdade a Sarah Westphal Batista da Silva. ;)